segunda-feira, 3 de maio de 2010

Venha de lá um abraço, sejam bem vindas e bem vindos ao aeroporto Zumbi dos Palmares.



Arísia Barros nos mandou um mapa de reconhecimento sobre as Alagoas(gostoso city tour):
http://www.cadaminuto.com.br/index.php/blog/raizes-da-africa



Essa cidade, capital de Alagoas surgiu de um engenho bangüê, Massayó,onde hoje está localizada a Praça Dom Pedro II e a ladeira da Catedral. O dono do engenho era o Coronel Apolinário Fernandes Padilha. Os traços que dão vida ao centro da cidadezinha datam de 1820. A planta foi pensada por engenheiros franceses. Em 14 de agosto de 2009, segundo o IBGE a população maceioense era de 936.314 habitantes.
A cidade das águas é um lugarejo belíssimo com cheiro de azul e raízes brotando no meio das transparências doce D’águas salgadas,encravada entre o Oceano Atlântico e a Lagoa Mundaú.
Os peixes e moluscos da lagoa Mundaú possibilitam o sustento de milhares de ribeirinhos. Gentes à margem da lagoa Mundaú que tecem nas redes sonhos que alimentam a alma sempre posta à mesa.
Esqueçamos, agora, das feições carregadas e dos hiatos entre cantos e becos.
Vamos falar da poesia que habita o lugarejo. Falar da eclosão dos sóis, do céu e da temperatura que esquenta de graus centígrados a alma lavada por tão grande imensidão de riqueza natural. Estamos na época do calor intenso. As seis da manhã os relógios da orla já marcam 27 graus.
Maceió é um labirinto d’água. Possui o conjunto das mais belas praias urbanas. É imponente a paisagem da cidadezinha: águas mescladas de azul-turquesa e verde-esmeralda. Coqueiros agasalhando o sol por toda extensão da orla, falésias, arrecifes e manguezais.
Maceió é show!
Vale à pena encher os olhos de beleza com o delicado das saias-ondas das praias no entorno da cidade. Praias de Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca, Avenida, Sobral, Cruz das Almas, Jacarecica, Guaxuma, Garça Torta, Riacho Doce, Mirante da Sereia, Ipioca.
A matéria prima das gentes de Maceió é de primeiríssima qualidade. Gentes bordadeiras que reinventam todo dia inusitado o jeito próprio de ser feliz. E traçam e trançam palavras com perfume de maresia e som de vento.
As ruas de Maceió têm nomes originais: do Sol, Boa Vista, Alegria, Beco da Moeda, Rua Nova e Avenida da Paz. Faz um tempo, mas já existiu uma Rua chamada Quilombos, no bairro do Poço.
O Hotel Jatiúca, no bairro do mesmo nome, local de referência onde acontecerá o Seminário de Qualificação dos Fóruns de Educação e Diversidade Étnico-Racial Nordeste/Norte, nos dias 06 e 07 de maio, está localizado em uma área verde de 62 mil metros quadrados, entre prédios e a orla marítima. A distância do hotel ao centro é em torno de 15 a 20 minutos, de carro ou de ônibus, fora do horário de rush.
No Centro conheça mais de perto o monumento a Zumbi dos Palmares, construído nos 300 anos de sua morte, na Praça dos Palmares, o Palácio República dos Palmares (atual sede do governo) que conta em suas paredes a saga do Quilombo dos Palmares,Palácio Floriano Peixoto, antiga sede do governo estadual, os museus Histórico e Geográfico e Pierre Chalita,o Teatro Deodoro, na praça do mesmo nome, a Catedral de Nossa Senhora dos Prazeres e as igrejas de Bom Jesus dos Martírios e uma de referência negra a Igreja de São Benedito.
O Museu da Imagem e do Som fica no histórico bairro de Jaraguá. Jaraguá é a memória cultural e coleciona a história dos registros arquitetônicos da cidade.
Artesanato bom e barato você encontra no Mercado do Artesanato, no bairro da Levada, centro da cidade. Lá as rendas, palha, o filé, produtos típicos da tela de redes de pesca, cestos de cipó, bolsas de palha, bonecas de pano e panelas de barro são artes que trazem o talento diverso do povo da cidadezinha, que já tem cara de cidade grande. Quando for ao mercado lembre-se de dar uma “espiada” no velho relógio que cronometrou o antigo esplendor do bairro. O relógio continua no mesmo lugar.
Maceió tem sim um tempero pessoal servido à moda da casa, alinhavado pela cultura da diversidade. Promova uma trilha gastronômica. Visite o “Akuaba”, no bairro da Mangabeiras, que traz o aroma d’Áfricas e a simpatia do Osvaldo e da Vera Lúcia.
A Companhia da Lagosta tem um rústico e aconchegante ambiente na Avenida dos bares, a Amélia Rosa, no bairro da Jatiúca.
Pratos típicos? A lagosta grelhada é carro-chefe.
E pra fechar ou abrir a noite com chave de ouro, entre no remelexo do eclético Coqueiral, ou Cantinho da Márcia, ambiente descontraído com música ao vivo e muitas conversas jogadas fora. Prazerosamente.
Aproveite sua vinda a Alagoas e documente no mais íntimo de sua alma a preciosidade que representa o grande achado de conhecer a segunda menor cidadezinha da federação que mesmo querendo ser metrópole ainda guarda rasgos das conversas jogadas fora à sombra da memória do tempo e do tempo de memórias de sol poente.
Companheiros e companheiras do Norte e Nordeste ao pousar no aeroporto Zumbi dos Palmares seja bem vindo á Alagoas, a terra de Palmares, da Serra da Barriga e do Parque Memorial Quilombo dos Palmares, o primeiro complexo arquitetônico de inspiração africana no Brasil e o único projeto afro-cultural do continente americano.
Sejam bem vinda e bem vindos à Maceió, sua capital.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Reunião FEDERBA e IAT

No proximo dia 10/05 haverá reunião com a diretora do IAT (Instituto Anisio Teixeira) da Secretaria de Educação do Estado da Bahia, pauta será sobre a dinamização do FEDERBA e o apoio que poderá vir a ser dado ao Fórum.
Resalto a importância deste primeiro dialogo, visto que o IAT tem tido uma atuação muito competente na formação de professores e funcionários da SEC, participou do iníco do FEDERBA. Reunião será na sede do IAT, na Estrada das Moriçocas, Paralela. Estaremos lá com os membros da coordenação do FEDERBA.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

IV SEMANA DA ÁFRICA DE SALVADOR

IV SEMANA DA ÁFRICA DE SALVADOR
Apresentação
Por iniciativa de estudantes africanos em Salvador e em parceria com estudantes afro-brasileiros, a Semana da África vem sendo realizada em Salvador (BA) desde maio de 2006, contabilizando três edições. O evento vem sendo acolhido pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), através do Centro de Estudos Afro-Orientais e da Pró-reitoria de Assistência Estudantil.

A idéia do evento decorre da intensa vontade de estabelecer trocas científicas entre estudantes e pensadores africanos e brasileiros. O desejo de constituir um fórum acadêmico e cultural com uma periodicidade anual para promover debates acerca de temas referentes às questões africanas e da Diáspora é o ponto fundador da Semana da África. Nesta quarta edição, a Semana pretende pensar processos de independência nos países africanos, bem como propostas que, principalmente, considerem a importância do ensino da história, culturas africanas e afro-brasileiras nas escolas e universidades do Brasil e da África.


Os encontros e debates ocorridos nas edições anteriores têm levado a comunidade de Salvador a tomar essa semana para refletir mais intensamente sobre as especificidades culturais, demandas econômicas e políticas na contemporaneidade, questionando o olhar homogêneo sob o qual o continente africano é comumente visto. Na primeira Semana da África a temática estava centrada na representação da "África no imaginário social brasileiro", trazendo para o cenário dos debates as diversidades que compõem o continente africano. Já a segunda Semana debruçou-se sobre a discussão da unidade africana, enfatizando o Papel da União Africana (UA) nas questões de geopolítica na África. Na terceira edição, o tema foi África: dinâmicas sociais, políticas e culturais na contemporaneidade, como forma de trazer para as reflexões crítico-analíticas a diversidade contemporânea dos povos africanos, a fim de propiciar o não-apagamento e o não-silenciamento da sua história.


Em 2010, Semana da África será voltada para o processo das independências dos países africanos, que, fragmentados por séculos de colonialismo e escravidão, exigiram, através de suas lideranças, o fim da exploração externa. Um fato histórico de relevância associado a esse tema é a reunião realizada em Adis Abeba, capital etíope, no dia 25 de maio de 1963. Nessa ocasião trinta e dois chefes de Estado africanos proclamaram juntos, em uma única voz, as palavras de ordem, “liberdade, igualdade, justiça e dignidade”, para com os povos africanos. Muitas decisões políticas tomadas nesse encontro foram importantes para o que acontece na contemporaneidade, a exemplo da criação da Organização da Unidade Africana (OUA), atualmente União Africana (UA), a qual se tornou o principal bloco político a reivindicar a África para os africanos.





Programação geral
19 de maio
Reitoria da Universidade Federal da Bahia
16:00h Credenciamento
19:00h Solenidade de abertura
19:30h Conferência de abertura
África: Independências e futuros possíveis
20 a 22 de maio
Escolas públicas de Salvador
09:00h Oficinas pedagógicas - matutino
14:00h Oficinas pedagógicas - vespertino
19:00h Oficinas pedagógicas - noturno
23 de maio
Local a confirmar
16:00h Pequena mostra de cinema africano
24 de maio
Centro de Estudos Afro-Orientais
09:00h Sessões de comunicações coordenadas
11:00h Sessões de comunicações coordenadas
Instituto Anísio Teixeira
14:30h Mesa-redonda
Lei 10.639/03: reflexões de afro-brasileiros e africanos
Mesa-redonda
Políticas afirmativas no ensino superior
16:30h Mesa-redonda
Políticas de saúde, gênero e geração na África e no Brasil
Mesa-redonda
Experiências do socialismo na África: memórias de Moçambique
25 de maio
Universidade do Estado da Bahia
Objetivo geral

Promover diálogos públicos sobre as relações África-Brasil, a partir da análise do processo das independências africanas.
Objetivos específicos
• Refletir sobre a importância das tradições e lideranças no processo das independências;
• Analisar questões geopolíticas nos países africanos e o papel da União africana;
• Visibilizar a participação de mulheres e crianças no processo das independências africanas;
• Avaliar as políticas de intercâmbio cultural entre Brasil e África;
• Colaborar para a formação de professores para o ensino de Culturas e Histórias Africanas e Afrobrasileiras, na perspectiva da implementação da Lei 10.639/03;
• Promover a integração entre estudantes e pesquisadores africanos e brasileiros.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Reunião do FEDERBA do para o dia 23/04/2010

Convocamos todos para reunião do FEDERBA
dia 23/04/2010,
local CECUP Av. Sete , Edf. Alta Bahia em frente aoRelógio de São Pedro,
horario dás 15 ás 18hs, tel (71)3366-0790
Lamçamento do Plano nacional na Bahia
O que ocorrer

terça-feira, 6 de abril de 2010

CONAE 2010








A CONAE Brasília 2010, (Conferência Nacional de Educação) transcorreu em clima de discussões elevadas, com contribuições de vários campos da sociedade brasileira de todos dos municípios, estados e do Distrito Federal. Os segmentos se aglotinaram em torno dos temas de suas abragências.
Também começou as discussões sobre o plano decenal de educação para 2011 à 2020. No campo da Educação da Relações Etnico Racial, trabalhamos em bloco e conseguimos avançar no documento final da CONAE ainda em fase de elaboração.
a sociedade brasileira avançou no campo da educação, mais é preciso que os segmentos sociais populares e de movimento negro estejam atentos e acompanhando o PAR(Progama de Ações Articuladas)

quarta-feira, 24 de março de 2010

O movimento de ser negro que hoje irrompe pelas portas do Brasil afora, começou em Alagoas.

O movimento de ser negro que hoje irrompe pelas portas do Brasil afora, começou em Alagoas.
por Arísia Barros
http://www.cadaminuto.com.br/blog/blog-raizes-da-africa

Alagoas é segundo o ideário midiático local, terra de liberdade.
Liberdade é sinônimo de cidadania efetiva, igualdade de oportunidades, o direito identitário de ser.
Alagoas é território de grandes lutas revolucionárias. O movimento de ser negro que hoje irrompe pelas portas do Brasil afora, começou em Alagoas.
Liberdade é um estado de conquista com a compreensão de que as lutas revolucionárias têm o papel de revisar a história.
Alagoas é o universo do primeiro quilombo histórico, o dos Palmares, valorizado em todo canto do conhecimento, menos na geografia de Alagoas.
Ser quilombola em Alagoas é invadir terrenos hierárquicos das quotas do Brasil - Colônia.
Alagoas, ainda é a terra do homem branco, em que a liberdade é engravidada cotidianamente pelo apartheid da indefectível distribuição de renda: o abismo entre os poucos ricos e o universo de pobres é avassalador. Assim o disse o IBGE, em 2009.
O chicote em Alagoas ainda estala!
Os poderes políticos priorizam o trabalho com os pobres alagoanos ou os alagoanos pobres, universalizando políticas que exigem especificidades, e o povo, em uma dependência de correntes torna-se apêndice de um sistema cuja abordagem é o poder paternalista.
Há um velado desprezo por proposições e execuções de políticas que efetivamente combatam a discriminação racial, e promovam a igualdade de oportunidades das populações vítimas desse contexto social.
Uma sociedade só será verdadeiramente igualitária quando o racismo e a discriminação deixarem de ser fatores básicos das desigualdades.
Igualdade é sinônimo por excelência de Liberdade. Qual o antônimo de liberdade?
Alagoas é o segundo menor estado do Brasil, mas é o invencivelmente o pior em termos de investimento em cultura. Imagine se investirão em cultura negra? Até hoje o Parque Memorial Quilombo dos Palmares é invisível.
Cultura negra em Alagoas é apartheid.
Apartheid é a segregação de espaços com medidas bem calculadas visando desestimular/ fragilizar o desenvolvimento completo de ações que afirmem a história de um grupo ou grupos raciais em detrimento ao pensamento hegemônico das gestões administrativas.
O apartheid em Alagoas tem como propósito criar uma estrutura deficitária para que as ações se façam anêmicas, ou se deixem morrer, igualzinho ao dissidente cubano.
Negros em Alagoas sofrem rotineiramente a perda de direitos sociais.
Quais são mesmo as políticas locais para a população negra? Não vale citar as que são federalizadas.
No planejamento institucional existe um flagrante menosprezo pela força da Lei que exige o combate a intolerância, combustível para a consolidação da ideologia racista.
A Lei Federal nº 10.639/03 e Lei Estadual nº 6.814/07, em Alagoas vivem no limbo das possibilidades...
Quais são os órgãos no estado responsáveis por fazer cumprir as determinações legais da Lei de Diretrizes e Bases?
Porque se omitem?
Atualmente o estado do guerreiro negro e de tantos contemporâneos experimenta o corporativismo étnico ou a disseminação da ideologia da democracia racial.
Somos morenos?!






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segunda-feira, 22 de março de 2010

Racismo, comunicação e educação - palestra de Cláudia Santos

NOTÍCIA
20/03/2010 - 14:01:19
Racismo, comunicação e educação - palestra de Cláudia Santos


A Princesa e o Sapo – Um Conto de Fadas sobre Comunicação, Educação e Racismo*



Por Cláudia Santos**



Geralmente quando se menciona o conto de fadas em que a princesa beija o sapo, relembramos as lições de moral dessa literatura. No caso desse conto, que surgiu escrito pela primeira vez 1810, em anotações dos Irmãos Grimm, vem a perspectiva de ensinar que é preciso cumprir as promessas ainda que a jura seja feita a um sapo.



Prometeu receber o sapo em sua casa e deixar que ele coma com você no seu prato uma sopa quentinha em troca da ajuda para resgatar sua bola de ouro do fundo do lago? Por mais asqueroso tudo possa parecer, nada de fugir e bater a porta. Cumpra a promessa. Mostre que sua palavra tem valor. Assim fez a princesa obediente a orientação do rei-pai. Essa é a moral que a narrativa compilada da tradição oral pelos Irmãos Grimm quer nos comunicar.



Nessa mesma versão dos Grimm a jovem princesa chega ao limite ao ver o sapo se preparando para dormir em sua cama real. Numa reação bem violenta, a moça atira o sapo contra uma parede. É a mistura da inusitada demonstração de ferocidade seguida do choque contra o muro que faz tudo mudar: quebra o feitiço do príncipe e liberta a princesa da jura. Tudo vira um lindo e rico casamento, onde os dois nobres serão felizes para sempre.



Eu imagino que vocês já ouviram essa versão. Talvez as que são professoras também já tenham escutado e possivelmente contam a história desse jeito. Talvez prefiram aquela versão ligeiramente diferente em que a princesa, cheia de virtudes, beija o sapo e ele logo se torna um galante príncipe.



Peço a vocês perdão pela repetição de uma narrativa que vocês já conhecem. Mas isso será útil caso você se arrisque a assistir com ou sem crianças, a título de divertimento, ao mais recente lançamento dos Estúdios Disney. Será útil também se você for educadora daquelas que por força do exercício profissional pensa em levar “A Princesa e O Sapo” para a escola como uma novidade nesse início de ano letivo imaginando que exibir o filme é uma forma de colaborar para uma educação antirracista. Vale também para as que organizam cineclubes. Tem validade ainda para quem é ativista e busca animações, documentários e vídeos pra motivar discussões sobre raça e gênero.



Digo isso por que esses foram os motivos que me levaram ao cinema para assistir a esse filme. Acompanhei, desde ano passado, a publicidade em torno de “A Princesa e O Sapo”. Sonhei que com essa animação, baseada no conto dos Irmãos Grimm, teríamos aquilo que muitos de nós, militantes de movimentos negros, chamamos de “direito à normalidade”. Isso é algo que podemos ver no seriado norte-americano “My Wife and Kids”, no Brasil rebatizado de “Eu, a patroa e as crianças”. A série é um exemplo do gênero sitcom, a abreviatura da expressão em inglês situation comedy ou comédia de costumes em português.



Como muitas das pessoas que conheço e assistem ao seriado, sou fã do belo Damon Wayans, ator que interpreta Michael Richard Kyle, personagem que na série é casado com Janet Marie, interpretada por Tisha Campbell Martin. Conheço outras pessoas que assistem ao seriado por este ser um raro exemplo em que é facil se identificar com o humor estrangeiro. Sempre que vejo o seriado penso que as experiências do casal e seus filhos são uma éspecie de “direito à normalidade”. Os personagens têm consciência racial, refletem sobre isso, se posicionam a partir desse lugar em que a negritude importa como experiência, mas a série é antes de tudo comédia. Uma comédia em que ser negro é normal.



Há, entre os que discutem comigo esse “direito à normalidade”, alguns a dizer que a família do seriado “Eu, a patroa e as crianças” tem dinheiro e esse elemento é que garante o direito à normalidade. Sigo no debate discordando por que esse direito também está presente em outros seriados, já fora do ar nos EUA mas com uma audiência regular no Brasil, a exemplo de “Todo mundo odeia Chris” e nesse caso a família é bastante pobre.



“A princesa e o sapo” dos Estúdios Disney nem nos permite debater sobre o nosso “direito à normalidade”. O modo como a narrativa está estruturada nos rouba essa chance já de início. Não entramos na narrativa dos Irmãos Grimm em 1810, naquela época ainda estávamos ocupados em provar nossa humanidade, em consolidar nossa entrada na sociedade. Em 2010, 200 anos depois, já provamos nossa humanidade, mas ainda temos muito que resistir, brigar por uma forma de representação que não nos menospreze.


para ler a materia completa acesse: http://irohin. org.br/onl/ new.php?sec= news&id=7951


Cláudia Santos
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