segunda-feira, 25 de maio de 2009

II CONFERENCIA ESTADUAL DE PROMOCAO DA IGUALDADE RACIAL

II CONFERENCIA ESTADUAL DE PROMOCAO DA IGUALDADE RACIAL DA BAHIA
Esta acontecendo em Salvador a: II CONFERENCIA ESTADUAL DE PROMOCAO DA IGUALDADE RACIAL, com participacao de atores do movimento negro, social, autoridades, educadores, juventudee e varios agentes sociais.
Em breve faremos um histórico das açoes que tambem um preparatório para a II Conferencia Nacional.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

reunião da comissão executiva do forum

Sexta feira 22/05/2009, na sede do CECUP ma Av. Sete de Setembro em Salvador haverá reunião da Coordenação Executiva do Forum de educação e Diversidade Etnico racial Bahia.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

HOMENAGEM AO DR MILTON SANTOS

Milton Almeida dos Santos (*3 de maio de 1926 em Brotas de Macaúbas — †24 de junho de 2001 em São Paulo) foi advogado e um dos pensadores expoentes da geografia brasileira após a década de 1970.
Biografia
Nascido em Brotas de Macaúbas, Bahia. Teria um nome a justificar seu grande pendor para a Ciência Geográfica e também para a História, Economia e Filosofia. Não tendo sido batizado como Milton de Brotas de Macaúbas, pois migrou ainda criança para outras cidades como Ubaituba, Alcobaça e, posteriormente, Salvador. Em Alcobaça, com seus pais e com seus avós maternos (todos professores primários), aprendeu as primeiras letras e o gosto pela álgebra e pelo francês. Sendo “forte em matemática”, já aos 13 anos, dava aulas no ginásio em que estudava, o Instituto Baiano de Ensino. Aos 15 anos, passou a lecionar Geografia e, aos 18, prestou vestibular para Direito em Salvador. Enquanto estudante secundário e universitário marcou presença com militância política de esquerda. Formado em Direito, não deixou de se interessar pela Geografia, tanto que fez concurso para professor catedrático no Colégio Municipal de Ilhéus. Nesta cidade, além do magistério desenvolveu atividade jornalística, estreitando sua amizade com políticos de esquerda. Nesta época, escreveu o livro Zona do Cacau, posteriormente incluído na Coleção Brasiliana, já com influência da Escola Regional francesa. Em 1958, concluiu seu doutorado na Universidade de Strasbourg. Ao regressar ao Brasil, criou e animou o Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais, mantendo intercâmbio com os mestres franceses. Após seu doutorado, teve presença marcante na vida acadêmica, em atividades jornalísticas e políticas de Salvador. Em 1960, o presidente Jânio Quadros o nomeia para a subchefia do Gabinete Civil, tendo viajado a Cuba com a comitiva presidencial (isto lhe valeu registro nos órgãos de segurança, com desdobramentos após o golpe militar de 1964). [1]
A trajetória pós-1964 é mais difícil de resumir. Em função de suas atividades políticas de esquerda, foi perseguido por seus adversários e pelos órgãos de repressão do regime militar. Logicamente, seus aliados e importantes políticos intervieram junto às autoridades militares para negociar sua saída do País, após aprisionamento por meio ano seguido de prisão domiciliar. Pensou o Professor Milton que sairia do País por 6 meses. Acabou ficando 13 anos!! Estes anos todos não foram de “exílio dourado” em Paris; ao contrário, foram anos de périplo por diversos países. Sua dolorosa caminhada começa por Toulouse, passa por Bordeaux, por Paris, onde leciona na Sorbonne, sendo diretor de pesquisas de planejamento urbano e regional no prestigiado Iedes. Permanece em Paris de 1968 a 1971, quando segue para o Canadá. Trabalha na Universidade de Toronto. Vai para os Estados Unidos (EUA), com convite para ser pesquisador no Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde trabalha com Noam Chomsky. No MIT trabalha em sua grande obra O Espaço Dividido. Dos EUA viaja para trabalhar na Venezuela, como diretor de pesquisa sobre planejamento da urbanização da Venezuela para um programa da ONU. Neste país manteve contato com técnicos da Organização dos Estados Americanos. Estes contatos facilitaram sua contratação pela Faculdade de Engenharia de Lima, onde, também foi contratado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para elaborar um trabalho sobre pobreza urbana na América Latina. Posteriormente, houve convite para lecionar no University College de Londres, mas ficou apenas na tentativa, já que impuseram dificuldades raciais no setor habitacional. Regressa a Paris, mas é chamado de volta à Venezuela, onde leciona na Faculdade de Economia da Universidade Central daquele país. Segue, posteriormente para Tanzânia, onde organiza a pós-graduação em Geografia da Universidade de Dar-es-Salaam. Aí permanece por dois anos, quando recebe o primeiro convite de universidade brasileira, a Universidade de Campinas. Antes disso, regressa à Venezuela, passando antes pela Columbia University de Nova Iorque.
Em fins de 1976, houve contatos para contratação em universidade brasileira, mas não havia segurança na área política e o contato fracassou. Em 1977, tenta inscrever-se na Universidade da Bahia, mas, por artimanhas político-administrativas, sua inscrição foi cancelada. Ao regressar da Universidade de Colúmbia iria para a Nigéria, mas recusa o convite para aceitar um posto como Consultor de Planejamento do estado de São Paulo e na Emplasa. Esse peregrinar lhe custou muito, mas sua volta representou um enorme esforço de muitos geógrafos, destacando-se Armen Mamigonian e Maria Adélia de Souza. Quanto ao seu regresso, Milton Santos tinha um grande papel nas mudanças estruturais do ensino e da pesquisa da Geografia no Brasil.
Apesar de ter se graduado em Direito, desenvolveu trabalhos em diversas áreas da Geografia, em especial nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo. Foi um dos grandes nomes da renovação na geografia brasileira ocorrida nos anos 70.
Durante toda a vida buscou métodos e visões diferentes para encarar seus temas de estudo. Lecionou em diversas universidades mundo afora, no seu o exílio durante a ditadura militar no Brasil: Paris (França), Columbia (EUA), Toronto (Canadá) e Dar es Salaam (Tanzânia). Também lecionou na Venezuela e Reino Unido. Regressou ao Brasil em 1977, tendo trabalhado na Universidade Federal Fluminense e ingressando na Universidade de São Paulo em 1984.[carece de fontes?] Cursou geografia na Universidade Católica de Salvador.[carece de fontes?]
A trajetória e o reconhecimento
Embora pouco conhecido fora do meio acadêmico, Santos alcançou reconhecimento fora do país, tendo recebido, em 1994, o Prêmio Vautrin Lud, (este prêmio é conferido por universidades de 50 países).[carece de fontes?]
Milton Santos foi dos poucos cientistas brasileiros que, expulsos durante a ditadura militar (naquilo que foi conhecido por êxodo de cérebros), voltaram depois ao país. Foi disputado por diversas universidades, que o queriam em seus quadros.[carece de fontes?]
Sua obra O espaço dividido, de 1979, é hoje considerado um clássico mundial, onde desenvolve uma teoria sobre o desenvolvimento urbano nos países subdesenvolvidos.[carece de fontes?]
Suas idéias de globalização, esboçadas antes que este conceito ganhasse o mundo, advertia para a possibilidade de gerar o fim da cultura, da produção original do conhecimento - conceitos depois desenvolvidos por outros. Por uma Outra Globalização, livro escrito por Milton Santos dois anos antes de morrer, é referência hoje em cursos de graduação e pós-graduação em universidades brasileiras. Traz uma abordagem crítica sobre o processo perverso de globalização atual na lógica do capital, apresentado como um pensamento único. Na visão dele, esse processo, da forma como está configurado, transforma o consumo em ideologia de vida, fazendo de cidadãos meros consumidores, massifica e padroniza a cultura e concentra a riqueza nas mãos de poucos.
Anos de exílio
Os anos de exílio, seus contatos com inumeráveis profissionais em diversos países, e, sobretudo sua capacidade de elaborar teorias, a partir de variadíssima leitura, por diversos campos do saber, impulsionaram seu esforço de escrever, de compor sua obra considerada como monumental.[carece de fontes?]
A ditadura lhe impôs dor, amargura e sofrimento, em função de suas idéias. Mas, seu exílio e sua caminhada no exterior mostram e dão destaque aos resultados positivos para a Geografia, embora se registre penoso regresso ao Brasil. Sua volta ao Brasil ficou demarcado no Congresso Nacional da Associação Brasileira de Geógrafos (AGB) em Fortaleza, em 1978. Testemunhamos todo seu vigor no embate com os paladinos da geografia quantitativa. Realizou forte defesa de uma Geografia mais crítica, com abordagens da teoria marxista. Deste evento, no Ceará, se disseminaram as sementes da vigorosa mudança semeadas, inclusive, na Geografia da UnB que se adequou às novas abordagens teórico-metodológicas, mais críticas.[carece de fontes?]
Desejando avançar nas mudanças, se tentou a contratação de Milton Santos pela UnB, mas apesar de ter recebido pareceres favoráveis do Departamento de Geografia, do colegiado do Instituto de Ciências Humanas, os órgãos de vigilância política da administração central impediram o intento.[carece de fontes?]
Quanto ao regresso do Milton ao Brasil, devem-se ressaltar outros esforços, como o de Maria do Carmo Galvão e Bertha Becker, que o convidaram para trabalhar na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde permaneceu até 1983. Após sua permanência no Rio, foi contratado como Professor Titular pelo Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), onde permaneceu, mesmo após sua recente aposentadoria. Nesta Universidade desempenhou um papel importante na formação de mestres e doutores, não apenas de São Paulo, mas de todo o país e mesmo do exterior, pois, muitos geógrafos passaram a procurá-lo para obter orientação. É em São Paulo que se empenha em desenvolver suas teorias e, com elas, ampliar seu elenco de obras editadas e de artigos e conferências pronunciadas em todos os eventos importantes realizados no Brasil e no exterior.[carece de fontes?]
Por seus méritos, universidades e instituições ligadas à Geografia passam a outorgar-lhe títulos acadêmicos e honrarias. Os mais importantes são:
Prêmio Internacional de Geografia Vautrin Lud, Paris, 1994 – mais conhecido como o "Prêmio Nobel da Geografia".[carece de fontes?]
Espaço: abordagem inovadora
A obra de Milton Santos é inovadora ao abordar o conceito de espaço. De território onde todos se encontram, o espaço, com as novas tecnologias, adquiriu novas características para se tornar um conjunto indissociável de sistemas de objetos e sistemas de ações.[carece de fontes?]
As velhas noções de centro e periferia já não se aplicam, pois o centro poderá estar situado a milhares de quilômetros de distância e a periferia poderá abranger o planeta inteiro.[carece de fontes?]
Daí a correlação entre espaço e globalização, que sempre foi perseguida pelos detentores do poder político e econômico, mas só se tornou possível com o progresso tecnológico.[carece de fontes?]
Para contrapor-se à realidade de um mundo movido por forças poderosas e cegas, impõe-se, para Santos, a força do lugar, que, por sua dimensão humana, anularia os efeitos perversos da globalização.[carece de fontes?]
Estas idéias são expostas principalmente em sua obra A Natureza do Espaço (Edusp,2002).[carece de fontes?]
Atividades, prêmios e distinções
Mérito Tecnológico, Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, 1997;
Personalidade do Ano, Instituto dos Arquitetos do Brasil, 1997;
Jabuti, 1997 - Prêmio pelo melhor livro das Ciências Humanas A Natureza do Espaço - Técnica e Tempo, Razão e Emoção, São Paulo, Hucitec, 1996.
Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, 1995.
Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, em 1997.
Homem de Idéias 1998, homenagem do Jornal do Brasil a Milton Santos, em 1998.
Contemplado em concurso nacional da Revista Isto É como um dos 20 "Cientistas do Século", conforme encarte Especial nº 7, de 04 de agosto de 1999.[carece de fontes?]
Milton Santos tem o Doutor Honoris Causa pelas seguintes instituições:
Universidade de Toulouse, França, 1980;
Universidade Federal da Bahia, 1986;
Universidade de Buenos Aires, 1992;
Universidade Complutense de Madri, 1994;
Universidade do Sudoeste da Bahia, 1995;
Universidade Federal de Sergipe, 1995;
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1996;
Universidade Estadual do Ceará, 1996;
Universidade de Passo Fundo/RS, 1996;
Universidade de Barcelona, 1996;
Universidade Federal de Santa Catarina, 1996;
Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", 1997;
Universidade Nacional de Cuyo, Argentina, 1997.[carece de fontes?]
Além da vida acadêmica, Milton Santos desempenhou outras atividades, entre as quais:
Presidente ou membro de distinguidas entidades profissionais, como:
-Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), -Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (Anpur); -Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (Anpege).[carece de fontes?]
Consultor de organismos como:
-Organização Internacional do Trabalho (OIT), -Organização dos Estados Americanos(OEA), -Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), -Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), -Secretaria da Educação Superior (SESu/MEC), -Fundação de Ampara à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp/SP), entre outras.[carece de fontes?]
Publicações
As publicações até 1998, seu currículo apresentava:
44 livros publicados; presentemente trabalha em novo livro com sua visão sobre o Brasil;
231 artigos publicados (em português, francês, inglês, espanhol e japonês);
46 publicações em obras coletivas;
11 prefácios/apresentações em livros;
14 editorias ou co-editorias/organização de obras científicas, além de artigos em jornais de circulação nacional.[carece de fontes?]
Entre outras publicações:
Revista Geosul, Florianópolis, nº 7, Ano IV, de 1989, “Entrevista com o Milton Santos”, realizada pelos docentes do Departamento de Geografia da UFSC;
O Mundo do Cidadão – Um Cidadão do Mundo, Org.Maria Adélia A. de Souza, 1996;
“Entrevista Explosiva: Mestre Milton” - Revista Caros Amigos, agosto de 1998;
“Homem de Idéias - 1998: Milton Santos - Geografia e Cidadania”, Caderno Idéias e Livros do Jornal do Brasil, edição de 26 de dezembro de 1998;
“Entrevista - Milton Santos”, por José Corrêa Leite, em Teoria e Debate, Revista da Fundação Perseu Abramo, Ano 12, nº 40, fev/mar/abr 1999;
“Milton Santos”, Caderno Especial nº 7, O Cientista do século, da Revista Isto é, edição de 4 de agosto de 1999).[2]
Livros
SANTOS, Milton. A cidade nos países subdesenvolvidos. Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira S.A., 1965.
SANTOS, Milton. Geografía y economía urbanas en los países subdesarrollados. Barcelona: Oikos-Tau S.A. Ediciones, 1973.
SANTOS, Milton. Sociedade e espaco: a formacão social como teoria e como método. Boletim Paulista de Geografia, São Paulo: AGB, 1977, p. 81- 99.
SANTOS, Milton. Por uma Geografia nova. São Paulo: Hucitec-Edusp, 1978.
SANTOS, Milton. O trabalho do geógrafo no Terceiro Mundo. SP: Hucitec, 1978.
SANTOS, Milton. Pobreza urbana. São Paulo/Recife: Hucitec/UFPE/CNPV, 1978.
SANTOS, Milton. Economia espacial: críticas e alternativas. SP: Hucitec, 1979.
SANTOS, Milton. Espaço e sociedade. Petrópolis: Vozes, 1979.
SANTOS, Milton. O espaço dividido. Os dois circuitos da economia urbana dos países subdesenvolvidos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1979 (Coleção Ciências Sociais).
SANTOS, Milton. A urbanização desigual. Petrópolis: Vozes, 1980.
SANTOS, Milton. Manual de Geografia urbana. São Paulo: Hucitec, 1981.
SANTOS, Milton. Pensando o espaço do homem. São Paulo: Hucitec, 1982.
SANTOS, Milton. Ensaios sobre a urbanização latino-americana. SP: Hucitec, 1982.
SANTOS, Milton. Espaço e Método. São Paulo: Nobel, 1985.
SANTOS, Milton. O meio técnico-científico e a redefinição da urbanização brasileira. Projeto de pesquisa apresentado ao CNPq, 1986 (datilografado).
SANTOS, Milton. Aspectos geográficos do Período Técnico-Científico no estado de São Paulo. Projeto de pesquisa apresentado à Fapesp, maio 1986 (datilografado).
SANTOS, Milton. A região concentrada e os circuitos produtivos. Texto apresentado como parte do relatório de pesquisa do projeto O Centro Nacional: Crise Mundial e Redefinição da Região Polarizada, 1986 (datilografado).
SANTOS, Milton. O espaço do cidadão. São Paulo: Nobel, 1987.
SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. Paulo: Hucitec, 1988.
SANTOS, Milton. O Período Técnico-Científico e os estudos geográficos: problemas da urbanização brasileira. Projeto de pesquisa apresentado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), mar. 1989 (datilografado).
SANTOS, Milton. Metrópole corporativa fragmentada: o caso de São Paulo. São Paulo: Nobel/Secretaria de Estado da Cultura, 1990.
SANTOS, Milton. A urbanização brasileira. São Paulo: Hucitec, 1993.
SANTOS, Milton. Por uma economia política da cidade. SP: Hucitec /Educ, 1994.
SANTOS, Milton. Técnica, espaço, tempo. São Paulo: Editora Hucitec, 1994.
SANTOS, Milton; SOUZA, Maria Adélia A.(org.). A construção do espaço. São Paulo: Nobel, 1986.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização - do pensamento único a consciência universal. São Paulo: Editora Record, 2000.
Outras distinções:
Mérito Tecnológico, Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, 1997;
Personalidade do Ano, Instituto dos Arquitetos do Brasil, 1997;
Jabuti, 1997 - Prêmio pelo melhor livro das Ciências Humanas A Natureza do
Espaço - Técnica e Tempo, Razão e Emoção, São Paulo, Hucitec, 1996.
Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, 1995.
Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, em 1997.
Homem de Idéias 1998, homenagem do Jornal do Brasil a Milton Santos, em 1998.
Contemplado em concurso nacional da Revista Isto É como um dos 20 “Cientistas do Século”, conforme encarte Especial nº 7, de 04 de agosto de 1999.

Doutor Honoris Causa pelas seguintes instituições:
Universidade de Toulouse, França, 1980;
Universidade Federal da Bahia, 1986;
Universidade de Buenos Aires, 1992;
Universidade Complutense de Madri, 1994;
Universidade do Sudoeste da Bahia, 1995;
Universidade Federal de Sergipe, 1995;
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1996;
Universidade Estadual do Ceará, 1996;
Universidade de Passo Fundo/RS, 1996;
Universidade de Barcelona, 1996;
Universidade Federal de Santa Catarina, 1996;
Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, 1997;
Universidade Nacional de Cuyo, Argentina, 1997.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

AÇÕES AFIRMATIVAS

SEPIR. MEC, MINISTÉRIO DO TRABALHO, MINISTÉRIO DA SAUDE E CNPQ, lançam novoprograma de ações afirmativas, com lançamento do Plano de Educação para Relações Etnico
Racial, tendo Dr. Petronilia representado os movimentos Negro e Sociais.
Ministro Edson Santos em fala emocionada afirmou ..."Que é contra as politicas de ações afirmativas, não leu e não conhece a Constituição Federal, não conhece ã história da humanidade"...

ações afirmativas






SEPIR,MEC, Ministério do Trabalho, Minitério da Saúde, Minitério da Justiça e CNPQ e contando com a Dra. Petronilia com representante do Movimento negro e social foi lançada ações afirmativas do governo federal em Brasília. Num discurso emocinado o ministro Edson Santos da SEPIR afirmou "...Quem critica açoes afirmativas desconhece a Constituição Federal e a história da humanidade"... segue algumas fotos

segunda-feira, 11 de maio de 2009

BOB MARLEY - UM POUCO DO SEU PENSAMENTO


Bob Marley
Bob Marley (1945 - 1981), nome artístico de Robert Nesta Marley, foi um cantor, compositor e guitarrista jamaicano, responsável por levar o reggae da Jamaica para o mundo.
Um poucos seus pensamentos
Em quanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos havera guerra.
Não preciso ter ambições. Só tem uma coisa que eu quero muito: que a humanidade viva unida... negros e brancos todos juntos.
Não tocamos para agradar os críticos. Tocamos o que queremos, quando queremos e o quanto quisermos. E temos motivos para tocar.
Eles dizem que o sol brilha para todos, mas para algumas pessoas no mundo ele nunca brilha.
É melhor atirar-se à luta em busca de dias melhores, mesmo correndo o risco de perder tudo, do que permanecer estático, como os pobres de espírito, que não lutam, mas também não vencem, que não conhecem a dor da derrota, nem a glória de ressurgir dos escombros. Esses pobres de espírito, ao final de sua jornada na Terra não agradecem a Deus por terem vivido, mas desculpam-se perante Ele, por terem apenas passado pela vida.
Os ventos que as vezes tiram
algo que amamos, são os
mesmos que trazem algo que
aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar
pelo que nos foi tirado e sim,
aprender a amar o que nos foi
dado.Pois tudo aquilo que é
realmente nosso, nunca se vai
para sempre...
As Vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!

Um dia vou morrer, afinal todos irão morrer, vão me interrar, um fazendeiro muito louco vai me adubar e me transformar em um lindo pé de maconha. Só assim poderei saber que mesmo depois de morta continuarei fazendo sua cabeça!
Bob Marley não é meu nome. Eu nem mesmo sei meu nome ainda.
O reggae não é pra se ouvir é pra se sentir. Quem não o sente não o conhece.
É melhor atirar-se em luta, em busca de dias melhores, do que permanecer estático como os pobres de espírito, que não lutaram, mas também não venceram. Que não conheceram a glória de ressurgir dos escombros. Esses pobres de espírito, ao final de sua jornada na Terra, não agradecem à Deus por terem vivido, mas desculpam-se diante dele, por simplesmente, haverem passado pela vida.
A vida é para quem topa qualquer parada. Não para quem pára em qualquer topada.

Um dia vou morrer, afinal todos irão morrer, vão me interrar, um fazendeiro muito louco vai me adubar e me transformar em um lindo pé de maconha. Só assim poderei saber que mesmo depois de morta continuarei fazendo sua cabeça!
A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la.
Sozinho, meu pensamento focaliza em alguém. Deixo-o livre, e de repente meu coração aperta. Mas não estou triste, pelo contrário, deixo escapar um sorriso. Comer não me parece tão importante, agora me sinto alimentado por outra coisa. Acordo sempre com os mesmos pensamentos, e os mesmos me impulsionam a ter um grande dia. Quando te vejo sinto coisas estranhas, mas boas. Quando falo com você minha cabeça pensa direito, mas minhas palavras saem embaralhadas, e minhas mãos ficam suando. Meu pensamento focaliza alguém, esse alguém é você. É, estou amando.
O reggae não é pra se ouvir é pra se sentir. Quem não o sente não o conhece.
Uma coisa boa sobre a música é que quando ela bate você não sente dor.
Enquanto a cor da péle for mais importante que o brilho dos olhos, sempre haverá guerra.
Meu lar é sempre onde estou, meu lar está na minha mente, meu lar são meus pensamentos, meu lar é pensar as coisas que eu penso. Esse é meu lar. Meu lar não é um lugar material por ai... meu lar está na minha mente.
Nós nos recusamos a ser o que você queria que nós fôssemos. Somos o que somos, é assim que vai ser. Você não pode me educar"
Eu olho para dentro de mim, e não me importo com o que as pessoas fazem ou dizem eu me preocupo só com as coisas certas.

13 de maio de de luta da comunidade negra

Edson Santos: Congresso está pronto para aprovar Estatuto da Igualdade Racial
O ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, entende que o Congresso Nacional está pronto para oferecer à sociedade brasileira o Estatuto da Igualdade Racial. O objetivo do estatuto é estabelecer critérios para o combate à discriminação racial. A matéria vai a voto, em caráter conclusivo, na próxima quarta-feira (13), na comissão especial da Câmara que trata do tema. Em seguida, a matéria segue para o Senado. “O estatuto já caminha para mais de 10 anos de tramitação; já chegamos a um tempo de maturação que permite sua aprovação”, disse o ministro, em entrevista ao Informes ( www.informes. org.br ).

Abaixo, trechos da entrevista:

O Congresso brasileiro já tem condições políticas para aprovar o Estatuto da Igualdade Racial?
Creio que chegamos a um nível de diálogo em torno desta matéria que permite plenas condições para que a Câmara vote e aprove o estatuto na comissão especial. Esse mesmo diálogo cria condições para que o estatuto também receba o apoio dos senadores para em seguida ser sancionado pelo presidente Lula. Tivemos um intenso diálogo com parlamentares das mais variadas posições políticas e ideológicas. O estatuto já caminha para mais de 10 anos de tramitação. Já chegamos a um tempo de maturação que permite sua aprovação.

Quais as contribuições do governo para a construção deste importante instrumento de reparação social?
Como o estatuto é algo que vai interferir na administração pública, houve a necessidade de pactuá-lo em um nível de governo, numa negociação que envolveu um conjunto de ministérios opinando sobre o seu conteúdo. Ele não é apenas uma declaração de princípios, ele contém medidas que comprometem a administração pública na questão da igualdade racial.
Qual a repercussão do estatuto na administração pública?
Com ele, as políticas públicas terão um foco voltado também para a promoção da igualdade racial. A questão da saúde, da moradia, da educação e da terra, que envolve as comunidades remanescentes de quilombos, é algo que já acontece, mas vai se consolidar em lei, passando de uma política de governo para uma política permanente do Estado brasileiro para com a população negra.

Que mudanças o estatuto trará na vida da população negra?
Essa mudança vai se dar ao longo do tempo. Uma lei como esta precisa se consolidar, ser conhecida e divulgada. No governo federal, precisa haver um compromisso dos poderes para com as medidas contidas no estatuto, que certamente vão provocar impacto na vida da população negra no Brasil. Estamos caminhando para 120 anos de República e para 121 anos da abolição da escravidão no Brasil. No entanto, neste período não foram observadas medidas para garantir cidadania plena ao cidadão negro. Acesso à terra, educação, emprego e todos os demais direitos em pé de igualdade com o restante da população. Essa inobservância deixou os negros brasileiros, que eram escravos, sem um espaço definido na sociedade. Por conta disso, a população negra, em sua grande maioria, ocupa a base da pirâmide social brasileira.